Mostrando postagens com marcador aprendiz de cozinheira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aprendiz de cozinheira. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de outubro de 2011

Das decepções culinárias

Pois que ontem eu acordei me sentindo uma chef. 
E assim, resolvi preparar um prato francês, meus amores - Frango au Cordon Bleu.
O que esse projeto fez por mim? Me colocou de volta no meu lugar. Vou ter de cozinhar muito arroz com feijão pra fazer essa receita direitinho.

Mas eu sou brasileira, não desisto nunca!
A receita, que peguei do blog Brincando na Cozinha, é essa:

Para duas pessoas:
- 1 peito de frango grande desossado
- Sal e pimenta para temperar
- Mostarda dijon
- 2 fatias de presunto
- Queijo brie, cortado em fatias (usei muçarela mesmo)
- Manjericão (não usei)
- 3 fatias de pão de forma batido no processador (usei um pão francês)
- 2 colheres de amêndoas em lâminas (devem ser adicionadas ao pão e ligeiramente batidas)
- 2ovos
- Farinha de trigo para empanar.
- Óleo para fritar

Modo de fazer:
- Corte os frangos em filé grossos e depois corte ao meio, quase separando. Dica: não deixe muito grossos, pois tive que colocar uns minutinhos no formo após fritar...
- Em seguida, tempere com a mostarda dijon, sal e pimenta a gosto
- Recheie os filés com 1 fatia de presunto, duas fatias do queijo e folhinhas de manjericão. eu fechei com palitinhos (se houver necessidade) devem ser retirados após a fritura
- Passe os filés recheados na farinha, em seguida nos ovos batidos com uma pitada de sal e no farelo da casca de pão com amêndoas
- Frite em uma cama de óleo em fogo bem baixo até dourar, vire do outro lado e repita o processo
- Escorra em papel toalha e sirva em seguida
 
Se der certo, fica assim:
 
 
Ou assim:


O meu ficou parecido com isso. Porém:

1) Não coloquei duas fatias de muçarela, coloquei uma. E a muçarela não fica uma baba de queijo, como o brie. Fica um chiclete. Então, esse efeito maravilhoso vai ficar para a próxima
2) A receita dizia para colocar duas colheres de amêndoas em lâminas. Eu coloquei inteiras. O sabor ficou muito intenso
3) Eu deixei o frango numa marinada com temperos. Com queijo, presunto, amêndoas, farinha, pão, ovo etc, eu achei que o sabor ficou bem confuso
4) Com medo que o frango ficasse cru, fritei um pouco demais e o frango ficou seco
 
Ou seja: valeu a tentativa, mas ficou ruim.
 
Pelo menos acertei na sobremesa. Um pudim, simples e verdadeiro.
Imagina se eu fizesse petit gateu? Mas está nas minhas contas...



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Comida de gordo dodói

Esses dias, tive uma espécie de intoxicação alimentar (ô, coisa boa!).
Não podia comer nada que não parava no estômago (sem falar no resto... hihihi).


As refeições desses dias incluiram água, bolacha água e sal (pouco, porque podia ser perigoso) e gelatina. Como comprei gelatina aos montes, no fim, decidi me arriscar a fazer uma mousse de morango pela primeira vez.


A receita é bocó, como diz a Gláucia, do Quitandoca. Mas como era a primeira vez, fiz até fotos.
Na verdade, fiz as fotos tarde, já tava praticamente tudo pronto para ir à geladeira quando lembrei de fotografar. Pra piorar, as fotos ficaram péssimas. 


Sou muito amadora, mesmo. Cês perdoam?
Mas, taí: agora sei fazer três doces: pudim, mousse de maracujá e mousse de morango - comidinha pra gordo dodói.


Os ingredientes:

(que lixo de foto, jizuis!)

- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de creme de leite
- 300 gramas de morangos (bem lavados e picados - sem cabinho, por favor)
- Suco de 1/2 limão
- Gelatina de morango

(foco, cadê?)
O preparo
- Faça a gelatina conforme as instruções da embalagem


(Oi, Philips/Walita! Me patrocina?)

- Jogue o creme de leite, o leite condensado, os morangos e o suco de limão no liquidificador e bata até ficar um creme homogêneo. Junte a gelatina e bata para misturar. Coloque em um recipiente grande ou em forminhas e leve à geladeira por umas 2 horas.



A foto não ficou boa, mas o doce sim. Minha irmã (que está dodói de verdade) e minha mãe aprovaram.
Ponto para as meninas! :)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cortando cebola sem chorar

Dentro do mesmo tema - truques culinários -, mais um videozinho (sim, é um expediente cretino para uma pessoa que anda sem tempo para postar). Mas, afirmo, a dica é boa. Testei e tudo. O que não consegui foi sair do proceso com os dedos inteiros. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Descascando alho em 10 segundos

Eu não tentei (e nem sei se tentarei) repetir a proeza do moço do vídeo (em inglês, mas simples de entender). Mas o fato é que, sem muito esforço ele descascou uma cabeça de alho em menos de 10 segundos. Quem se habilita?

How to Peel a Head of Garlic in Less Than 10 Seconds from SAVEUR.com on Vimeo.

Via: Marketing na Cozinha

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

É de passar no pão?


Olhei a geladeira hoje de manhã e me espantei com a quantidade de coisas que eu tinha para passar no pão. Não comprei todas. Mamãe foi passar uns dias lá em casa e deixou alguns itens. Mas como muitos eram feitos de leite, fiquei curiosa: qual a diferença na produção que os fazia diferentes uns dos outros? Fui pesquisar...

Queijo quark - É um queijo ácido, feito sem coalho, muito consumido na Europa, especialmente na Alemanha. O sabor se assemelha a um iougurte e, por ter baixas calorias, o produto é geralmente indicado por nutricionistas para pessoas em dieta. Eu, particularmente, amo queijo quark com geléia. Me processem!

Frescatino - É um queijo Minas Frescal cremoso. É feito com a massa do queijo fresco, creme de leite, estabilizantes e espessantes. A versão light é feita com leite semidesnatado. Não vejo nada demais nele. Tem gosto de borracha (é só a minha opinião).

Cream cheese - Queijo que se obtém da centrifugação da coalhada. Pode ser natural ou adicionado de sabores. Tem certa firmeza, mas é espalhável, com alto teor de creme de leite. Tem menos sal do que o requeijão, mas tem sabor mais intenso. É cada vez mais popular no Brasil. Porque é bom pra caramba! Experimenta com molho de mostarda e mel! faz qualquer sanduíche de mortadela parecer prato gourmet. (Eu compro na versão light pra consciência não ficar pesada).

Nata - É Deus na forma de gordura, extraída durante a pasteurização do leite. Pelo pouco que entendo, no sudeste, vendem numa consistência mais líquida, cremosa e chamam de creme de leite. Aqui, vendem em pasta. Chamamos de nata, de pecado e de amor (S2)! Come com chimia de uva, fia (gauchês translator: doce de uva, filha).

sábado, 24 de setembro de 2011

Operação miojo não: risoto






Até os adolescentes já sacaram que para pagar de sofisticado basta saber fazer risoto. Ele não precisa nem ficar bom, ele só precisa parecer bom.
Eu, no meu caso, prefiro que seja gostoso. Dane-se a aparência, como a do prato horrível da foto (eu já tinha dado uma garfada quando fiz a foto). O fato é que o risoto ficou bom. E impressionou a visita, como eu queria.

Fiz esse risotinho de frango na correria. Duas xícaras de arroz carnaroli (pode ser arbóreo também) rapidamente refogados na manteiga com uma cebola picada. O primeiro caldo foi uma taça de vinho branco - que faz toda a diferença. Na minha opinião, faz mais diferença até do que o caldo (natural ou industrializado). 

Como o frango já estava pronto, usei um tablete de caldo de galinha industrializado diluído em 1,5 litro de água fervente. E fui adicionando uma ou duas conchas de líquido por vez, mexendo até secar, acrescentando mais caldo e repetindo. Deu uns 20 minutos o arroz estava al dente, coloquei parmesão ralado, o frango picado e uma boa porção de manteiga para finalizar. Se usar caldo industrializado, não exagere no sal (que também pus no final), porque já é salgado, assim como o queijo.

De comer ajoelhado.

E você, o que serviria se, sei lá, o Papa aparecesse na sua casa de surpresa?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Até que enfim, é primavera!

Eu acharia o inverno bacaníssimo se eu não tivesse de enfrentar temperaturas perto de zero para trabalhar ou mesmo ir ao supermercado. Se eu não tivesse de me encharcar com chuvas geladas ou aguentar a umidade em casa. 
Se eu pudesse ficar em casa só dormindo e comendo comidas gostosas, acho que sim, amaria o inverno. Mas ele não é assim, então, ainda bem que acabou.

Abram as janelas, deixe o calorzinho entrar que o sol vai brilhar, as flores estão se abrindo: a primavera chegou!


 Dá pra notar que é minha estação favorita?

E essas paisagens floridas me fazem lembrar de uma sobremesa colorida, delíciosa e saudável: salada de frutas. Faço com as frutas que tenho a mão, quatro no máximo e já está bom. 
Morango, maçã, manga, banana (indispensável), abacaxi. Para a calda, suco de laranja, de bergamota (tangerina) ou mesmo soda limonada ou guaraná. Na versão superluxo, leva uma bola de sorvete. Ai, quero agora!


Foto: Cozinha da Manu

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Amo maionese

Se por algum motivo, fosse condenada a morte e tivesse direito a uma última refeição, não teria dúvidas: salada de maionese com batatas. Meu prato favorito desde criança, com qualquer acompanhamento. Churrasco, arroz branco, macarrão ou mesmo sem acompanhamento nenhum.


Ontem à noite, numa sanha por peixe e frutos do mar, fiz um pequeno banquete para um: merluza no pappiotte, salada de maionese e bacalhau e paella.


Pra vocês não acharem que sou rica - e vocês bem sabem que não sou - vou explicar. Comprei aqueles kit paella no super, meu bem. Custou R$ 7, se não me falha a memória. O bacalhau, comprei um potinho com retalhos, bem bons para desfiar. Usei só alguns e vai dar para usar outras vezes. A merluza veio em medalhões (sou meio jeca e nunca tinha visto nesse formato, só em filés. Umas 10 unidades por R$ 13.Vai durar muito aqui em casa).


Mas não era de grana que eu queria falar, mas da maionese. Já li em outros sites outros modos de preparo da dita cuja, em que não se usa gema cozida. Não conhecia. O modo que aprendi com minha vó e com minha mãe usa gemas cozidas e cruas e óóóóleo, muito óóóóóleo.


Tem gente que mistura no prato, tem gente que mistura na xícara (sempre com o auxílio de um garfo, porque fouet é novidade na cozinha dessas bandas) e bota força no braço porque o creme fica grosso.


Ontem, eu usei duas gemas cozidas e uma crua. Esmaguei bem as primeiras e joguei a crua por cima para fazer uma espécie de pastinha. Olha como fica:




Em seguida, comecei a adicionar óleo de canola, aos poucos (pode ser qualquer óleo, mas uso esse, que é mais saudável). Faço de olho, mas a quantidade de óleo depende da quantidade de batatas e do seu gosto - maionese mais sequinha ou mais cremosa. Eu tinha quatro batatas médias e queria mais sequinha: uma xícara, mais ou menos, e um pouco de azeite de oliva. Não esqueça de temperar com um pouquinho de sal.




Júlia Child garantia que um dos segredos para a maionese não desandar era aquecer o prato.


E você, como faz maionese?


P.S.: A receita de peixe em pappiotte, fiz de acordo com as instruções da @ritadopanelinha:

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

La Grande Maison, a Le Creuset tupiniquim



Como já disse algumas vezes, frequento vários sites de gastronomia. Em boa parte deles, ela está lá: linda, fina, a cara da riqueza. É a panela Le Creuset, que eu vi de perto uma vez, num shopping. Cheguei perto para ver a etiqueta do preço e tive um ataque de riso. Quase 600 pila por uma panela? Diz que algumas caçarolas chegam a R$ 1 mil...


Desde então, fiquei com uma dúvida - que, na verdade, não tive pressa nenhuma de sanar. Porque raios essa panela é tão cara? Aí li que conserva o sabor dos alimentos, é mais econômica durante o cozimento porque espalha o calor por igual - e nada me convenceu de que precisa ser tão cara. Evidentemente, que por ser produto importado, é sempre mais caro, por causa dos impostos mas, na verdade, eu gosto dela porque é bonita. Isso é sacrilégio?

Bem, enfim. O fato é que descobri tarde que existe uma empresa brasileira produzindo panelas ao estilo Le Creuset no Brasil. As panelas La Grande Maison são feitas com matéria prima do produto francesa, do mesmo fornecedor da famosona, mas sai da fábrica até 40% mais barata. Então se eu alguém tiver um ataque de consumismo, posso (posso?) pagar R$ 300 por uma caçarola de 24cm e não R$ 900.

Agora, o dia que eu fizer isso, o gerente do banco vai querer me interditar. Mas, quer saber, eu quero!

Saiba mais sobre a panela aqui.




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Praticamente uma chef


Eu sou uma entusiasta da gastronomia. Estudo, adoro mesmo. Mas tenho mais prática em comer do que fazer pratos - especialmente os mais elaborados ou "metidos a besta".
Porém, com todo o aparato que montei na minha minicozinha, me senti obrigada a ousar um pouquinho e fazer umas coisinhas diferentes.
Para balizar a experiência, conto com o livro Panelinha, Receitas que Funcionam, inspirado no site do mesmo nome, da Rita Lobo.
Para que não houvesse traumas, no domingo à noite, quando voltei do trabalho, decidi fazer dois pratinhos simples à base de ovo: pochê e ouefs en cocotte (que a Rita chama de cocotinhas).

Fiz dois ovos pochê e foi um sucesso. Ficaram lindos (não tirei foto porque estava com fome), a textura é maravilhosa e, se bobear, não vou fazer ovo frito tão cedo.
Já as cocottes... Fiz duas - de palmito, presunto e champignons -, no forno, em banho-maria (dá pra fazer no micro). A primeira, que comi quente, ficou aguada. Acho que foi porque coloquei nata, além do creme de leite de caixinha. Acho que não deveria ter posto nata... Não fiz foto porque ficou horrível.
O ovo não cozinhou direito. Ficou nojento e eu dei pro gato.

O segundo nem cheguei perto. Fui comer ontem de manhã, frio. Sabe que ficou bom? Parecia um pudinzinho. Ainda assim, dividi com o gato porque minhas memórias da noite anterior me sugeriam salmonela e botulismo.

Então, foi 50% de sucesso e acho melhor seguir nas receitas simples até pegar o jeito.

Como foram seus primeiros passos na cozinha. Já fizeram muita meleca?
Não me deixem só!

Aqui, mais gente que fez comida pro gato.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minha primeira vez... com o grill


Nunca esqueço de uma frase dita por uma colega da 5ª série: "Quando uma coisa é moda, a Tati nunca usa". Era verdade, mas não era por falta de vontade, mas por falta de grana mesmo. 

Curiosamente, eu sigo demorando para atender às tendências. Me dei conta disso segunda-feira à noite, quando fui usar o grill pela primeira vez. São aquelas grelhas redondas que o Shoptime vende ad nauseam. Eu queria um há anos, mas comprei como "enxoval de casa nova". A essas alturas, quase todo mundo que é fissurado em coisas de casa já usou ou tem uma opinião sobre o produto. 

Mas como o centro do meu mundo é o meu próprio umbigo, vou dar minha opinião tardia: gostei! 
Fiz filés de frango grelhados e eles ficaram prontos rapidíssimo (à exceção de um, que estava muito grosso, não cozinhou por dentro e foi a coisa mais próxima de sushi de frango que já comi). Grelhei junto cebolas e uma abobrinha cortada ao comprido.

Aí vem o problema. Acho que por precisarem de temperaturas diferentes e por cozinharem melhor com a tampa, nem todas as abobrinhas ficaram boas. Outro erro: a marinada do frango tinha cebola, e inventei de colocá-la em cima dos filés. Quando aquelas cebolas começaram a torrar, determinaram o fim de todo o cozimento por que a casa estava fedendo (abrir as janelas durante o uso teria sido inteligente)

Comi os filés delícia com os legumes e com um arroz de micro-ondas que ficou uó! Odeio comida de micro-ondas. Odeio!

Bem. Eis minha opinião, tardia e deslocada da moda.
Beijos